Tudo e nada

junho 18, 2011


As vezes sou um vento forte. As vezes uma leve brisa. Uma ventania capaz de tirar tudo do lugar ou um sopro doce que lhe faz sentir arrepios. As vezes sou o sol que brilha forte. As vezes a lua na escuridão. Não deixo de brilhar, porém as vezes me escondo. As vezes sou o preto básico. As vezes o laranja florescente. Combino com tudo, ou afasto tudo, e todos. Eu posso ser a caneta ou o lápis. De qualquer escolha, deixo marcas, uma mais forte, outra nem tanto. Sou uma ferida que não cicatriza, mas não dói. Sou uma tempestade nos dias de sol. Inundo tudo, e logo depois transformo-me em um arco-iris, colorido. As vezes sou o som leve de um violão. As vezes a batida pesada de uma bateria. Sou uma música de fases, que muda o ritmo sem aviso. Sou o filme de comédia, ou o livro de drama. As imagens que me fazem rir. As paginas escritas que me fazem chorar. Sou a voz tímida, ou os gritos impulsivos. O breve barulho, ou o profundo silêncio. Sou o olhar retraído, ou aquele que encara. Tem medo. Tem vergonha. Tem coragem. Tem vontade. As vezes sou um abraço acolhedor, ou o aperto de mão mais frio. Sou o ombro pra chorar. As palavras certas para aconselhar. Sou o sorriso com o olhar triste, ou o olhar feliz tentando se esconder. Sou algum motivo sem motivos. As vezes a escuridão com todas a luzes acesas. Olhos fechados. O sono pesado, ou a insonia. Pensando. Sonhando.  Eu posso ser tudo. Diversos sentimentos ao mesmo tempo. Eu posso ser nada. Um vazio capaz de deixar qualquer um desesperado. Sou uma grande contradição.



Andei um tempo ausente daqui, estou nos meus momentos de vazio,  e não consigo escrever nada. Tento, mas não saía nada muito bom, isso me frustra. Não gosto quando não consigo escrever. É complicado. Escrevi esse texto, até que gostei. Enfim, é isso ai, não estranhem essas minhas ausências, ultimamente estou exigindo muito de mim em relação aos meus textos, não quero continuar no mesmo assunto de sempre. Apesar de ser inevitável.  Até breve, assim espero.

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6 comentários

  1. Então, ainda bem que voltou.

    Todos temos tempos e tempos, jeitos e jeitos, gostos e gostos, mas é isso que nós transforma em uma pessoa única, que muitos admiram e gostam, e que outros nem tanto.

    Visitem(sigam): antimateriadonada.blogspot.com

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  2. Já passei por esse momento como blogueira. Até me ausentei do blog durante cerca de meio ano por isso. Espero que você não demore tanto quanto eu para achar sua inspiração. Pelo visto não vai, já que mesmo nesse momento "improdutivo", você criou algo tão legal quanto esse texto. Acho que todo ser humano é assim: simplesmente complicado. Um enorme paradoxo que não há como explicar ao certo, mesmo porque todos somos inconstantes de mais para sermos descritos de um único jeito. rs'

    Acho que nem preciso acrescentar isso ao comentário, porque já devo ter deixado bem perceptível, mas o farei de qualquer forma: Amei o texto. ^^'

    http://caixinha-de-tudo.blogspot.com/

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  3. Você é diferente, e em tantos meios, única. bj

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  4. belo post Nay *-*, mas ja sabe, fui a primeira a vê-lo ^^ hihi

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  5. Olá!
    Tudo bem?
    Não seja tão exigente com você mesma, seus textos são sempre ótimos, eu sempre leio. Esse é lindo, mostra como uma pessoa pode ser várias em uma.
    Beijos volta sempre.

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  6. Nay, criei um selinho pra você :)
    ta ai o link - http://i51.tinypic.com/2821j7m.jpg
    Beijos!

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"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."