Eu e as folhas

julho 31, 2011


As folhas de outono,
que seguem sem rumo,
esbarrando no desconhecido.
Oh bandido.
Querido amigo.

Quem a vê?
Como a vê?
Pode estar acompanhada.
Pobre folha solitária.
Amando.
Magoada amada.
Ela não para.

O vento desejando-a no ar.
A folha dançante.
Inconstante.
Errante.
Desejando o toque.
A toque.

Sinta a frieza,
a doçura.
Sinta o vento a levar.
Sem rumo.
Sem saber.
Com destino a morrer.


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4 comentários

  1. que linda sua poesia.
    desculpa nao comentar nada além disso, mas é que me encantou mesmo

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  2. Own, amo poesias e quem sabe escrevê-las com melodia, como você fez. *-*

    P.s. muda o modo de comentário? foi quase um martírio pra mim poder comentar no post anterior. bj.

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  3. Olá.
    Amei a poesia, poderia ser até uma música. Até imagino uma melodia pra ela. rs
    Beijos volta sempre.

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  4. Que êxtase artístico, que desde a primeira linha a leitura sua poesia me proporcionou. O que você a alcançou é algo que, em certas poesias de hoje, nem sequer se pode desejar. Esse mosaico de palavras, onde cada uma delas, como sonoridade, como posição, como conceito, derrama a sua força à direita e à esquerda e sobre o conjunto todo das palavras. Muito bom! Quero conhecê-la mais.

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"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."