Libertando-me de tua ausência


E eu parei de contar os dias em que sua ausência se fez presente. Ausência. Presença. Duas palavras contrárias, mas quando unidas fazem total sentido. Sentido de dor. Dói sim, machuca a alma, o coração. E quer saber? São duas coisas muito importantes para serem machucados desta forma. Sou eu. São meus sentimentos.
Não peço que apareça, e nem que se faça presença de fato, até porque um instante contigo não irá repor os intermináveis dias distantes. Cansei de migalhas. Afinal, se tua ausência tão constante e duradoura já causou tanta dor e finalmente está se amenizando, para quê querer cutucar a ferida novamente? A casquinha finalmente voltou e está cicatrizando. Pra quê tirá-la novamente? Isso é coisa de criança, e estamos muito grandinhos para isso.
Talvez eu esteja sendo muito dura contigo, e consequentemente comigo também. Até porque não tenho o direito de lhe cobrar nada. Mas você lembra o que eu sempre dizia? Gosto de reciprocidade! Pois bem, resolvi ser reciproca comigo mesma. Quero liberdade! então finalmente o deixarei livre daquilo que sempre fiz o possível para que você nunca se esquecesse: de mim mesma.


E é nessa de se ausentar-se que a gente -mesmo sem querer- acaba se acostumando com a falta.


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