Teu som

fevereiro 04, 2013


A cada batida o meu coração entrava em transe, como se de alguma forma aquilo fosse a prova de um amor maior. 
Éramos dois corações, descompassados.
A sensação, essa qual quase indescritível, me fez invadir uma dimensão de sentimentos jamais sentidos.
Ali estava eu e você, juntos de corpo, e de alma. Quase.
Quase porque algo nos separava, a nossa mente, os nossos sentimentos. Ora ou outra, divergentes.
Mas será que sempre fora assim?
Busco detalhes que me façam sentir o contrario.
Tu és minha válvula de escape e a minha prisão. Prisão de sentimentos iniciados, inacabados e contínuos. E seu coração que me prende e liberta. Meus sentimentos que assustam e alegram, que preenchem e que evacuam.
São sensações que emanam do seu sorriso, do seu olhar, do seu toque e do som da sua existência. Tua pulsação, teu respirar e teu coração, batendo.
Deitada em teu peito, era onde eu estava, ouvindo e sentindo, você.

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"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."