Falando de amor

maio 14, 2013



Tentei decifrar em palavras os sentimentos daquele momento, uma tentativa frustrante de falar de amor e medo, falar de amor e desejo. 
Tentei ignorar a insensatez de nossas ações. Lembro-me de ter lido em algum lugar que pra isso acontecer precisa apenas ter desejo, vontade. E nós tínhamos. Desejo há muito tempo recolhido, que se explodia e se saciava por todos os lados daquela cama. Éramos eu, você e nossos beijos eloquentes e desesperados, como se tivéssemos que recuperar todo aquele tempo perdido.
Sentimentos divergentes e similares. Contradições de pensamentos e ações. Atos que gerariam consequências possivelmente desastrosas futuramente. 
Havíamos nos satisfeito da forma mais prazerosa, eloquente e precipitada possível. Mas um sentimento era indiscutível.  Acima de qualquer desejo ali saciado, e do medo inevitável do que nossas ações poderiam gerar, existia -acima de tudo-, amor.

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"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."