Leitura e produção de texto

maio 31, 2016



Essa foi uma das matérias que tive no 1º semestre da faculdade. Fiquei empolgada, pois era exatamente isso que eu queria fazer, ler e escrever, para aprimorar ambos.
Acredito que quem quer fazer jornalismo tem que gostar pelo menos um pouco dos dois, embora na minha sala alguns não gostem. Definitivamente, não entendo.
Lembro que a professora era uma senhora inteligentíssima, e tinha um senso de humor bem sagaz. Gostava do seu jeito, e apesar de muitos da sala falarem que a aula dela dava sono, eu discordo.

Logo de inicio ela nos passou o livro Rota 66 do Caco Barcellos para lermos, teríamos um trabalho ao final do semestre para o projeto "Universidade que lê", que era uma resenha do livro. Ao decorrer das aulas, ela foi nos ensinando como deveria ser feito, nos auxiliando na escrita. Confesso que demorei para começar a leitura, o livro era grande e julguei um pouco pela capa. Reportagens investigativas não me agradavam muito, ainda mais policiais. Não até aquele momento. Quando comecei a ler Rota 66 foi difícil parar, é uma leitura leve, apesar do que conta a história. Me fez enxergar as coisas de um jeito diferente e me fez ter mais medo de policiais. Mas me fez admirar mais ainda o trabalho do Caco Barcellos.

Um dos desafios que tive que encarar foi reduzir textos, e o pior, títulos. Quase todas as aulas ela passava exercícios para que aprendêssemos a escrever de forma mais direta e enxuta, como fazem os bons jornalistas. Foi difícil, nunca me deparei com a necessidade de reduzir algo que eu precisava escrever, ao não ser no Twitter, e deve ser por isso que desisti dele, rs. Mas com o tempo, e sendo uma das últimas a sair da sala todas as aulas, consegui. Uma dica é delimitar um número de caracteres e obrigar-se a segui-lo, a professora fez muito isso, e realmente dá certo. Aprende na marra, mas aprende.

Outra jornalista incrível que conheci na aula foi a Eliane Brum, e ela me fez ficar mais apaixonada por jornalismo literário. A primeira reportagem que li foi A casa dos velhos, e posso dizer que senti que estava no caminho certo, que tinha escolhido algo que realmente fazia algum sentido pra mim. Quero conseguir, algum dia, escrever como ela escreve, conseguir me expressar de uma forma tão simples, mas poética ao mesmo tempo. Aprecio muito!

Contudo, devo dizer que embora esperasse escrever mais, acredito que essa aula me mostrou um mundo do jornalismo que eu não conhecia, e fiquei muito feliz em conhecer. Com certeza, ter essa aula no primeiro semestre foi essencial para eu entender melhor desse mundo e começar a me tornar uma jornalista. Claro que depois dessa, tive muitas outras matérias que me estimularam como estudante e aprimoraram essa futura jornalista. Mas ai é assunto pra contar depois!

E ai? Conhecem esses jornalistas? Já leu algum livro/reportagem que citei? Conta pra mim!
E acompanhe o blog que toda semana tem algo novo!

Beijos e até a próxima!

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2 comentários

  1. Eu quase troquei o design pelo jornalismo, acho uma profissão fantástica!! Ainda sigo querendo aprender a escrever melhor e me especializar na área e suas dicas de livros foram ótimas pra eu começar a me aprofundar mais no assunto!

    adorei o blog...bjooo e sucesso!

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  2. Olá Ana, tudo bem?
    Nossa, acredita que uma das primeiras profissões que pensei em seguir foi Design? rs Até fiz um curso livre na área, mas depois optei por jornalismo mesmo <3
    Fico feliz que tenha gostado das dicas, os dois jornalistas que citei são incríveis, então se você gosta desse mundo do jornalismo e quer aprimorar a escrita, nada melhor que lendo!

    Obrigada pelo carinho. Volte sempre!
    beijos <3

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"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."