Apresentando um telejornal

outubro 05, 2016

(Foto: Fábio Amorim)

Ao decidir que iria cursar jornalismo muitos associaram a profissão a apresentador de telejornal. Ouvia sempre a pergunta "Quer ser igual a Fátima Bernardes?", e a resposta era sempre não. Não por não gostar do seu trabalho, muito pelo contrário, mas por não gostar de falar em frente as câmeras. 

Mas claro que a faculdade me desafiaria nisso. No 3º semestre aprendemos a fazer reportagem  e a produzir um telejornal. Elaborar pautas, estipular funções e gravar boletins de notícias foram alguns dos aprendizados. Que devo ressaltar, não é fácil! 

(Foto: Fábio Amorim)

Nunca trabalhei em redação, mas as aulas faziam-me sentir em uma de verdade. Com a pressão dos chefes para finalizar a pauta, com a correria para deixar tudo pronto para apresentar o que havíamos construído, mesmo que os nossos telespectadores fossem só nós mesmos. 

Não sei como fui parar como apresentadora, mas assumi essa responsabilidade. Foi um grande desafio, já que minha timidez me restringia um pouco de vivenciar momentos assim. Mas que bom que dessa vez consegui, de certa forma, superá-la. 
Na época ainda usava aparelho e isso incomodava bastante, já que me fazia falar de um jeito um pouco estranho - na minha concepção. Mas a professora não se importou e permitiu que eu  tomasse esse lugar, o que é pouco provável que você encontre alguma apresentadora usando aparelho. 

(Foto: Fábio Amorim)

Fiquei nervosa. Mas já esperava que isso ocorreria. Fiquei o dia todo lendo o espelho do telejornal - que é tudo o que seria apresentado no programa, com todas as falas (exceto das reportagens) com seus tempos marcados. Tudo teria que sair perfeito e evitar o máximo de erros, pois apesar de ser um trabalho da faculdade que podíamos regravar caso desse algo muito errado, a ideia era seguir conforme um telejornal de verdade. 

Acertamos a lapela (aquele microfone pequeno que encaixa na camisa), e arrumei o cabelo para que não interferisse nela - por isso as jornalistas não deixam o cabelo na frente. Alinhamos o tempo do TP (onde passa a fala dos apresentadores) e a iluminação do estúdio. Tudo pronto! Lembro da professora me dando algumas dicas para ser espontânea "Lembra da Sandra Annenberg", ela repetia, rs. 

(Foto: Fábio Amorim)

Alguns erros ocorreram, algumas falhas de transmissão dos repórteres que estavam em outro local, tudo igual na TV, rs. Mas no final, finalizamos com muito sucesso. 

Fiquei feliz com o trabalho e pela oportunidade, é algo que, provavelmente, eu ainda não queira seguir futuramente, mas a experiência é importante para aprender a falar como um jornalista - que tem um jeito todo deles, né? rs-, para aprender a não ter medo e se arriscar um pouco. A faculdade é o momento de experimentar todas as possibilidades, para que você conheça e possa ter certeza daquilo que quer fazer, ainda mais quando se fala em jornalismo, que ao contrário do que muitos pensam, há uma infinidade de meios de atuação.

(Foto: Fábio Amorim)

Bom, esse é um resumo da minha experiência apresentando um telejornal.
Alguém ai já passou por isso na faculdade? Tem vontade de ser apresentador/apresentadora? O que acham da profissão? Conta ai nos comentários!

beijos e até a próxima!

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2 comentários

  1. Muito bacana essa sua experiencia Nay!
    Bem legal ver que você, mesmo sendo tímida, mesmo não gostando de falar em frente as câmeras, encarou o desafio. Acho isso muito importante, com certeza faz diferença na profissão e na vida.
    Mandando muito bem como sempre!
    Beijos

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    Respostas
    1. Olá Fran! Sim, adquirir novas experiências, ainda mais quando vão de contra mão com aquilo que estamos acostumados, faz muita diferença. Ter coragem é fundamental.
      Muito obrigada pelo apoio!
      Volte sempre <3

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"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."