A primeira reportagem: Música erudita na periferia

novembro 10, 2016

(Reprodução)

Quando falamos em jornalismo é quase impossível não pensar em reportagens, já que elas compõem boa parte dos telejornais. Mas ao vê-las prontas não imaginamos o trabalhão que teve em sua produção, ainda mais pelo curto tempo. Ai que nos enganamos. Só quem passa pela experiência de construir um material como esse, sabe que não é nada simples.

Fiquei empolgada quando chegou o momento de construir minha primeira reportagem, mas imaginava os desafios que ela traria. Escolher um tema foi o primeiro. Fugimos dos assuntos batidos da mídia - o que é super importante, a não ser que você traga uma nova perspectiva sobre ele- e também queríamos fazer algo que envolvesse questões sociais, para então torná-lo sensível e poético - algo nada fácil. Mas com o auxílio da professora e a experiência de um dos integrantes do grupo nos direcionou a algo que se encaixava justamente no que queríamos.

Pesquisar, criar um roteiro e conseguir fontes são processos fundamentais. Entenda sobre o que você quer falar, separe as fontes e faça uma pré entrevista, para então saber se são cabíveis para a pauta e agende um horário para gravação. A partir dai começamos o roteiro, separando os espaços  para as entrevistas, com sugestões para os offs (imagens com voz over) e para a passagem (parte que o repórter aparece). Ter algo bem estruturado é importante para chegar mais próximo daquilo que queremos.

(Eu e mais dois integrantes do grupo - Eduardo de Jesus e Katharina Piatek)

Fomos algumas vezes no local para gravação, além das entrevistas, algo indispensável são as imagens de cobertura. Consiga o máximo de imagens que puder, acredite, às vezes parece que temos o material suficiente, mas sempre falta. Melhor pecar pelo excesso do que faltar! Infelizmente, como era nossa primeira experiência com gravações não pegamos imagens suficientes, mas conseguimos produzir com o que tínhamos.

Decupar o material (escrever toda a entrevista e selecionar imagens colocando a minutagem do vídeo) é a parte mais chata, mas infelizmente é algo que não pode deixar de ser feito, já que dependemos disso para finalizar o roteiro e fazer a edição.
Como a faculdade que eu estudo tem ilhas de edição e profissionais disponíveis para fazer isso, não tivemos que nos preocupar, embora temos sempre que acompanhar as edições, até para orientar o profissional sobre o que exatamente queremos e levar o roteiro junto.

Enfim, o processo é bem trabalhoso, mas a experiência é incrível. Conhecer novas pessoas, novas histórias, ainda mais quando inspiradoras, é impagável. Uma das vantagens de fazer jornalismo e, sem dúvida, a razão por eu ter escolhido essa profissão.

Bom, sobre a minha primeira reportagem, ela fala sobre a música erudita na periferia, um projeto realizado pelo Instituto Baccarelli, localizado na comunidade de Heliópolis, que ensina música a crianças e jovens da região.
Não conhecia o instituto até realizar essa reportagem, e ter essa oportunidade foi enriquecedor. Profissionais apaixonados pelo que fazem e crianças e jovens talentosos com um grande futuro pela frente.

Assistam:

E ai, gostaram das dicas e da reportagem? 
Alguém ai já fez alguma reportagem ou tem vontade? Conta ai nos comentários! 
beijos e até a próxima!

Você pode gostar também:

0 comentários

"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."