O PRIMEIRO DOCUMENTÁRIO: MEMÓRIAS DE UM ENTARDECER

dezembro 28, 2016


Hello! Primeiro quero me desculpar pela ausência nesse mês, mas fim de semestre é sempre uma correria na faculdade e com o trabalho e as comemorações de fim de ano fiquei um pouco sobrecarregada. Mas cá estou eu de volta! E hoje trago pra vocês um post especial sobre a minha experiência com a produção de um documentário. 
Colocar em palavras essa experiência é um tanto quanto difícil, pois é algo que só de lembrar deixa o meu coração balançado, só da pra sentir, rs. Mas vamos lá!

Escolher um tema para o documentário é um tanto quanto complicado, porque 1: Há muitos documentários sobre "tudo". 2: Precisa render imagens e fontes já que tem que ter pelo menos 10 minutos. 3: Seu professor dificilmente vai aprovar algum tema de primeira. Então ter algumas opções é muito importante para conseguir o mais breve a aprovação. Se você  tiver um pouquinho de sorte como o meu grupo teve, pode até conseguir uma ajudinha do prof com isso. Como eles são experientes, sabem melhor que a gente como conduzir o tema, então nunca dispense as orientações!


Conseguir a aprovação do tema rápido é legal porque você já pode começar a estruturar, marcar entrevistas, fazer as gravações e etc. Sempre vai faltar tempo, então o quanto antes começar, melhor!
Lembro das viagens de carro que fazíamos para as gravações, ficávamos quase o dia inteiro gravando e voltávamos ainda a noite para a aula. Nem todos podiam ir, então dividíamos as tarefas no grupo para tentar equilibrar o trabalho. 

Tinha gravação de entrevistas, imagens de cobertura, roteiro, decupagem, edição, além das artes para o vídeo e para a capa do projeto. Ufa! Conseguir trabalhar em grupo é um dos maiores desafios, ainda mais quando o trabalho exige que todos se comprometam para que tudo saia conforme o planejado. Foram muitas brigas, que desgastavam a todos, mas que, no fim, conseguimos superar e fazer um trabalho lindo, em que todos puderam se orgulhar.


A vantagem de fazer jornalismo é que você pode falar de tudo. Ouvir histórias de pessoas que você jamais imaginou conhecer é engrandecedor. Inspira. Mas também é uma responsabilidade gigante narrá-las e construí-las fielmente. Necessita de um olhar puro, que não interfira na verdade e nas versões que cada história pode ter. Ser imparcial. Ser jornalista.

No "Memórias de um entardecer", nome que intitula o meu primeiro documentário, ouvimos histórias de vida de alguns idosos que residem no Solar Ville Garaude. Ali, reconstruímos o passado deles, cada um com suas perspectivas. Histórias de amor, de luta, de superação e, sobretudo, saudade! Eles nos mostraram um mundo diferente do qual vivemos hoje e como isso é encarado por cada um deles. 

Nunca tive por perto meus avós, então muitas vezes não sabia ao certo como falar com eles, alguns são mais fáceis, já outros necessitavam de mais cuidado. Foi curioso o quanto todos me encantavam. Ouvia cada um curiosa para saber mais sobre suas histórias. Histórias de pessoas que já tinham vivido bastante, mas que nunca seria o suficiente. Em uma época que tudo é imediato e que só se pensa no futuro, ouvir suas histórias cheias de saudades foi um tanto quanto emocionante. Tivemos sorte.


Nunca senti tanto orgulho de algo que fiz como sinto por esse trabalho. Me enxergo em cada detalhe e sei que tem muito de mim. Muita dedicação, esforço, paciência e amor. Muito amor.
São trabalhos como este que me fazem ter a certeza de que escolhi bem. 

Bom, para que entendam um pouco mais do que eu tentei explicar, segue o documentário:

E ai, gostaram das dicas e do documentário?
Alguém ai já fez algum ou tem vontade? Conta ai nos comentários! 
beijos e até a próxima!

Você pode gostar também:

0 comentários

"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever."