Nosso próprio tempo




não lembro como foi dar o primeiro passo quando criança, se seguraram minhas mãos ou se apenas fui, porque de alguma forma eu sabia que havia alguém por perto para me segurar em uma possível queda. agora, grande demais para pedir ajuda pra colocar um pé na frente do outro, eu posso dizer que não é nada fácil andar em outra direção. ainda mais sozinha. até porque vivi achando que estava atrasada demais, que talvez já não desse mais tempo de seguir um novo rumo. aonde eu iria chegar, afinal? essa é a insegurança de trilhar destinos desconhecidos. você pode tropeçar a qualquer instante. e eu tenho medo de cair. mas sabe quando dizem “vai com medo mesmo”? pois é, eu fui. e vou te contar, estava literalmente atrasada. mas, surpreendentemente, não sozinha. então finalmente entendi quando dizem que cada um tem seu próprio relógio. e quer saber? o meu estava na hora certa.

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