Calma, respira



calma, respira. repito pra mim do começo ao fim enquanto sinto o vento encostar o meu corpo, o sol aquecê-lo, e o suor escorrer. uma mistura de frio, calor e arrepio. das sensações que reforçam o meu eu, tirando o ato de escrever, que é quem sou, a corrida também é quem me faz sentir viva. lembro da primeira vez que corri, da euforia e do medo, mas sobretudo da dor. não sei se alguém já “acerta” de primeira, mas eu não fazia ideia do que estava fazendo. das corridas na esteira ao asfalto, uma longa transição. mas a paixão se fez presente. essa que eu jamais havia ousado ter, mas que nasceu do desejo de conseguir. 

calma, respira. só mais um km.

tem uma frase que diz que todo dia é um dia bom quando se corre, e devo concordar. lembro das manhãs de domingo em que eu acordava cedo para correr. da preguiça para levantar. das conversas no ônibus a caminho do parque. e das piadas sempre iguais enquanto eu me alongava. “pronto, já podemos ir embora?” no final, quase sempre fazia mais do que esperava. 

dia desses assisti um filme de uma moça que poderia ser eu, mas que correu uma maratona. chorei e decidi que algum dia vou fazer também. por ora, enquanto precisamos ficar em casa, fico imaginando como será.

calma, respira. acho que vou conseguir.


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